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Estrelas aplaudem estreia de Fagundes

Publicada em Portal Caras 14/01/10

 

Antônio Fagundes está radiante. Depois de voltar à telinha na segunda, 11, como Leal, protagonista da nova novela das sete da Globo, Tempos Modernos, o ator foi aplaudido por uma plateia repleta de estrelas na noite dessa quarta-feira, 13. Luiza Brunet, Maitê Proença, Thiago Rodrigues e sua mulher, a apresentadora Cristiane Dias, e a atriz Juliana Alves, com seu namorado, Guilherme Duarte, Stênio Garcia e a mulher, Marilene Saade, Juliana Barone, Sophie Charlotte, Rita Guedes, Thierry Figueira, Totia Meirelles e Bibi Ferreira foram ao Teatro dos Quatro, na zona sul do Rio de Janeiro, para prestigiar o amigo Antônio Fagundes, que estreou a peça Restos.

Ao lado dos filhos Diana, Bruno e Antônio, além da atual namorada, Alexandra Martins, Fagundes recebeu o carinho dos amigos após o espetáculo. Depois de três anos afastado do teatro, o ator voltou ao palco, em meados de agosto de 2009, para apresentar o espetáculo solo Restos. A montagem tem texto do norte-americano Neil LaBute e encenação de Marcio Aurélio.

O ator dá vida a Edward Carr, um homem simples, pai devotado e comerciante de sucesso, que vê seu cotidiano destruído com a perda da única mulher de sua vida, com quem se casou após conquistá-la e tirá-la de uma relação convencional. Ele divide com a plateia temas como afetividade, paixão e sexo. Entre cigarros, discute perda, intimidade, vida, morte e o que a sociedade aceita em nome do amor.

 

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Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães, que estrelam 'Deus é química', falam sobre drogas e teatro

Publicada em 14/08/2009 –O Globo - Rio Show –
Por Rafael Teixeira

RIO - Foi preciso tocar a campainha três vezes, voltar até a portaria, pedir para o porteiro interfonar de novo e esperar mais uns 15 minutos no hall do prédio para que, só então, este repórter conseguisse entrar no apartamento da atriz Fernanda Torres para um bate-papo com ela e o ator Luiz Fernando Guimarães. A situação lembra a cena inicial de "Deus é química", primeira peça escrita por Fernanda, que estreou para o público na quinta-feira (13.08) no Teatro dos Quatro: enquanto aguarda uma pizza e mais 200 gramas de maconha pedidos por telefone, um casal - Adão e Eva, interpretados por Guimarães e Fernanda, naquela sempre ótima... química - presencia um tiroteio do lado de fora. Toca a campainha, e a mulher, apavorada, pede ao marido que não abra a porta.

Daí em diante, segue-se uma série de acontecimentos, ao mesmo tempo bizarros e divertidos, que levam o casal a lugares tão distintos quanto Himalaia, Afeganistão, Bagdá e Amazônia. Viagem total. Mas não se engane: apesar de interpretado pela entrosadíssima dupla do seriado "Os normais" - que migrou para o cinema e cujo segundo filme estreia no próximo dia 28 - e de fazer rir em boa parte do tempo (fato comprovado nos ensaios abertos ao público realizados nas últimas semanas), o espetáculo é sobre um tema espinhoso: drogas.

- Eu vi, em 30 anos, uma transformação. Nos anos 1970, todo mundo era bi e tomava alguma coisa. Na Zona Sul carioca, se você não tomasse nada, era careta. De lá para cá, o Rio foi tomado pelo pó. E, depois, pelo crime organizado. Não tinha mais nada a ver com aquela mística libertária - conta Fernanda, que teve a ideia do texto em 2004, depois de ler a biografia do americano Thimothy Leary, acadêmico que ficou famoso por sua militância pelos (supostos) benefícios terapêuticos e espirituais do LSD.

De 2004, quando a ideia germinou, até a estreia, foram cinco anos de leituras com amigos e várias revisões no texto. Drogas lícitas também estão na peça, que foi agregando amigos ao longo desses cinco anos. O primeiro a embarcar foi o próprio Guimarães. Depois, para a direção, foi convidado, adivinhe?, Hamilton Vaz Pereira - um dos fundadores do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, que teve Guimarães como integrante.


'Deus é química' - Teatro dos Quatro, Shopping da Gávea, 2º piso. Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea. Tel: 2274-9895. Qui a sáb, às 21h; dom, às 20h. R$ 60 (qui), R$ 70 (sex) e R$ 80 (sáb e dom). Até 27 de setembro.

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Espetáculo 'Clandestinos' faz temporada popular no Teatro dos Quatro

Publicada em 07/07/2009 - O Globo


Para comemorar oito meses em cartaz e cem apresentações, o espetáculo "Clandestinos", dirigido por João Falcão, faz a partir desta quinta-feira (09.07) uma temporada popular no Teatro dos Quatro, com ingressos a R$ 10.

A comédia é baseada nas histórias de jovens artistas que vieram para o Rio em busca da grande chance. No palco, diversos personagens surgem da imaginação de um autor que se vê às voltas com suas criações e criaturas. Cada um tem uma história diferente, mas os sonhos são mais ou menos o mesmo: fazer sucesso no mundo do teatro, do cinema e da televisão. É um espetáculo onde o mundo do showbiz é retratado pelo ponto de vista de quem está à margem desse mundo, fora de cena, louco para entrar.
Mais notícias no site do Rio Show. Confira

'Clandestinos'
- Teatro dos Quatro, Shopping da Gávea, 2º Piso.
Rua Marquês de São Vicente 52.
Quin, 21h. R$ 10

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Denise Fraga sobe ao palco no Rio após 18 anos
Fonte: Terra
e Patrícia Kogut

Lúcia Freitas recebe Denise Fraga com flores no Teatro dos 4

Figurinha carimbada da Rede Globo, Denise Fraga era quase uma desconhecida nos palco do Rio de Janeiro. Sem se apresentar por 18 anos pela cidade, a atriz resolveu mudar o curso dessa história e entrou em cartaz com A Alma Boa De Setsuan nesta quarta-feira (03/6).


Para prestigiar a nova fase da atriz, vários amigos foram compareceram ao espetáculo que aconteceu no Teatro dos 4 na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. Entre eles, nomes conhecidos como: Phillipe Lima, Cassia Kiss, Bárbara Paes, Regiane Alves, Fernanda Machado e Marcelo Faustini.

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João Falcão, homem por trás de Clandestinos e de um monte de coisa boa.

Por Leonardo Bruno - Extra Online

Ele é o nome por trás de sucessos da TV, como "O auto da Compadecida" e "Sexo frágil", e de belíssimos espetáculos de teatro, como "A ver estrelas", "A máquina", "A dona da história" e "Ensina-me a viver". João Falcão, autor e diretor pernambucano de 50 anos, é sinônimo de coisa boa. Por onde passa, deixa sua marca de criatividade, brincando como ninguém com as linguagens dos meios em que trabalha (ele também é homem de cinema e até já compôs música). A última do João foi reunir mais de 3 mil jovens artistas em busca de vaga numa peça sua. O resultado você conferiu no post anterior: "Clandestinos" é a melhor surpresa da temporada - e o público tem reagido tão bem que vai ficar em cartaz até o fim do ano. Esta semana, conversei com João Falcão sobre a peça que virou sua mais nova paixão. E que agora é a nossa também.

João, escrevi aqui no blog que dá gosto ver "Clandestinos", entre outras coisas, pelo prazer que os atores têm em cena. Você sente isso no dia-a-dia com eles?

É impressionante. Quando eles estão no palco, dá pra perceber como estão honrados por estar ali, com uma disposição incrível. Afinal, foi o projeto que tirou todos eles de casa, de vários lugares do Brasil e do interior do estado do Rio, para uma aventura. E ninguém sabia no que ia dar, mas acreditaram naquele sonho, mesmo concorrendo com 3 mil pessoas.

Você esperava tanta procura quando resolveu abrir a seleção para novos atores?

De jeito nenhum! Colocamos o aviso em um site, saiu uma notinha não sei onde, algumas pessoas começaram a falar... E teve essa procura toda! Não sabia o poder da internet, fiquei impressionado. O problema é que não tinha condições de analisar tanta gente! Então resolvi estipular o critério de escutar 400 pessoas, selecionadas a partir das 3 mil fichas. Entre os inscritos, tinha gente do Acre, da Bahia, de Rondônia, do Rio, do Sul, eram diversas experiências, diversas culturas, diversas classes sociais. Tentei pegar 400 pessoas que representassem mais ou menos esse universo, essa diversidade.

E mesmo assim ainda era muita gente...

Era demais ainda, era um número absurdo. Tinha dias em que eu entrevistava 80 pessoas direto, e hoje tenho tudo isso gravado, catalogado. Destas eu selecionei 30. E depois foram escolhidos os 14 que estão na peça. Foi bacana ver essa diversidade nacional, confrontar tanta gente, juntar pessoas de cultura diferente convivendo durante algum tempo, aprendendo uns com as histórias dos outros...

E quando você começou a seleção já tinha a história pronta? Já sabia que ia falar sobre um autor em busca de seus personagens?

Não, o espetáculo foi criado depois que eu selecionei os 14 atores. Comecei a escrever a partir das pessoas que tinham participado desse processo. Então ficou muito mais rico, porque pude aproveitar um pouco das experiências deles, as questões dos jovens artistas sobre a carreira, que é tão sonhada e concorrida. E eu sempre trabalho com jovens artistas, então conheço bem esse universo.

Você também viveu um pouco dessa angústia no seu começo de carreira, quando veio de Recife para o Rio?

Em 1985 eu vim para o Rio pela primeira vez com vontade de trabalhar com arte. Já era conhecido no Recife, tinha uma carreira boa, era premiado. Mas era aqui que as coisas aconteciam, daqui partiam as grandes produções para o país todo. E foi uma grande aventura para mim. Com 20 e poucos anos você encara tudo, não tem problema não ter onde dormir. Ou não dormir... Eu às vezes pegava um ônibus circular e ficava dentro dele rodando, pra dar uns cochilos. Passei um ano aqui e não aconteceu nada.

E você ficou desestimulado?

Não, eu voltei para lá e continuei meu trabalho no teatro, na TV, na publicidade, na produção de clipes, etc. Aí quando vim novamente para o Rio já foi para trabalhar com o Guel Arraes na TV Globo, já vim com convites fechado. Dessa vez vim com mais segurança.

O processo para montar os "Clandestinos" foi semelhante ao processo para montar "A máquina"?

Não, porque na "Máquina" eu escolhi atores que já conhecia. Eu fiz um trabalho na Bahia e conheci Vladimir Brichta. Ele me apresentou Wagner Moura, que me apresentou Lázaro Ramos... Gostei deles no teatro e, quando quis fazer a peça, pensei nesse formato de vários atores dividindo o papel principal. Mas tem semelhanças no processo de imersão, de trabalhar bastante com um objetivo comum, preservando as diferenças, formando uma trupe.

Para você, um processo longo como esse, como o de "Clandestinos" e mesmo o da "Máquina", é mais prazeroso pelo trabalho artístico ou mais sofrido, até chegar ao objetivo final?

Para mim é tudo prazeroso, sempre. O único sofrimento nesse processo foi "desescolher" as pessoas (Falcão cita um trecho da peça, em que se fala que, quando se escolhe alguma coisa, se "desescolhe" outra). Quando tinha 3 mil pessoas e escolhi 14, significa que eu desescolhi 2.986! Dos 400 que selecionei para a segunda fase, queria trabalhar com pelo menos uns 100. Dos 30 que ficaram depois, eu queria todos! Isso é sofrido, porque você deixa de fora muita gente talentosa, querida... Mas o resto é feito com muito prazer! Pra mim, só o processo já teria valido a pena. Agora ver que o resultado de tudo isso tem sido tão carinhosamente aceito pelo público é uma felicidade a mais.

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