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A cabra ou Quem é Sylvia?': Edward Albee traz José Wilker de volta aos palcos

O GLOBO -SEGUNDO CADERNO- 02/03/2009
Por Rodrigo Fonseca

RIO - Tudo o que o teatro brasileiro sempre quis saber sobre sexo... na obra de Edward Albee será esclarecido a partir desta quinta-feira (05-02), quando "A cabra ou Quem é Sylvia?" ("The goat or Who is Sylvia?") levar para o Teatro dos Quatro, na Gávea, a história de Martin (José Wilker) e sua paixão por um animalzinho pequeno, peludo e encoberto por metáforas. Até 26 de abril, de sexta a domingo, é Jô Soares quem vai pilotar esta crônica quase surrealista sobre a ruína das aparências.

Arquiteto de sucesso, Martin vive com Stella (Denise Del Vecchio) e acha que é feliz, até o "mééééé!" de Sylvia, a tal cabra (apenas mencionada em cena), provar o contrário. Celebrizado pelo antológico "Quem tem medo de Virginia Woolf?", Albee esclareceu a sutileza velada sobre os berros da cabrita quando o texto foi a público pela primeira vez, em março de 2002, na Broadway, com Bill Pullman e Mercedes Ruehl: "Estamos falando dos limites da tolerância, daquilo que nos permitimos pensar".

- A peça foi uma reação de Albee à recepção violenta que teve um artigo de Susan Sontag (crítica cultural conhecida por livros como "Doença como metáfora" e "Contra a interpretação", morta em 2004) sobre o 11 de Setembro em que ela dizia que os terroristas responsáveis pelos atentados ao World Trade Center eram tudo menos covardes. Ali, ele percebeu o quanto os americanos, "nós, americanos", no caso dele, são intolerantes - diz José Wilker, um debutante no universo do dramaturgo que completa 81 anos no dia 12.

Há sete anos Sylvia persegue o ator, atualmente envolvido com as filmagens de "O bem amado", de Guel Arraes, no papel do matador Zeca Diabo.

- Assim que vi a montagem com Pullman, quis fazer "A cabra". Iria fazer a peça com a Marília Pêra, mas as dificuldades de calendário impediram. Estive para participar de "A peça sobre o bebê" (encenada por Aderbal Freire-Filho em 2003, com Fulvio Stefanini, Ewerton de Castro e Marília Gabriela), mas também não aconteceu. Com os compromissos com o cinema e a TV, o teatro foi ficando em segundo lugar.

Embora capturado pelos abrasivos diálogos de Albee ao dissecar a relação de Martin com Stella, seu filho Billy (Gustavo Machado) e um amigo escolhido como confidente, Ross (Norival Rizzo), Wilker não se sentiu contagiado pela encenação da Broadway, dirigida por David Esbjornson. "Hospitalar" é a definição dada por ele ao trabalho estrelado por Pullman e Ruehl (mais tarde substituídos por Sally Field e Bill Irwin), que também não fisgou Jô.

- Esse texto, como os demais de Albee, carrega uma imensa carga de humor, que precisa ser enxergada. Do contrário, fica barra-pesada demais entrar naquele universo - diz Jô. - Albee enxerga o mundo por um prisma que é capaz de expor a grandeza e o ridículo ao mesmo tempo.
José Wilker já conseguiu o autógrafo do autor

A questão com que Wilker se depara nas vésperas da estreia carioca, após uma bem-sucedida temporada paulista, é entender como uma peça que exorciza demônios intolerantes dos EUA se comporta nos palcos na era Obama.

- É realmente curioso pensar o lugar de "A cabra" após a eleição de Obama, percebendo que a reação dos americanos em relação a ele parece ser de perplexidade: "Elegemos o diferente". Eles se cansaram do fundamentalismo de Bush, que os atingiu onde eles mais se reconheciam como indivíduos: a economia - diz o ator, que teve uma chance rara de ter um autógrafo de Albee.
Tudo começou numa viagem a Nova York.

- Fui a uma exposição chamada "Obscure/Reveal", do fotógrafo John Beech, cujas intervenções são acompanhadas de textos curtos, de até três palavras, de Albee. Lá, ficaram sabendo que eu era ator e que ia estrelar "A cabra". Aproveitei a atenção das pessoas e pedi um autógrafo dele no catálogo da mostra. Disseram que não, que ele é muito difícil. Mas eu insisti: "Podemos tentar?" Eles tentaram. E eu consegui, o que prova que Albee pode ser surpreendente - diz Wilker, que prepara sua primeira experiência na direção de longas-metragens para este ano.

No segundo semestre, ele dirige um filme com os personagens surgidos no romance "O homem que comprou o Rio", de Aguinaldo Silva, hoje chamado de "Prendam Giovanni Improtta". Wilker viveu Improtta na novela "Senhora do destino" (2004), em reprise nas tardes da Rede Globo. O ator viverá ainda o jagunço Joãozinho Bem Bem na adaptação de Vinícius Reis para "A hora e vez de Augusto Matraga", de Guimarães Rosa. E seu nome continua associado à versão de "Quase memória", de Carlos Heitor Cony, que Ruy Guerra está roteirizando. Mas o teatro permanecerá em seu horizonte.

- Albee me estimula a outros desafios. Vou trabalhar em uma peça canadense, "Palace of the end", de Judith Thompson. Não quero deixar o teatro de lado.

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Adriane Galisteu estréia peça no Teatro dos Quatro
Fonte: O Dia




Adriane Galisteu e o produtor Eduardo Barata acabaram de definir a data de estréia da comédia ‘Um Casal Aberto, Ma Non Troppo’: 8 de janeiro. No espetáculo, de Dario Fo, Adriane interpreta Antonia, uma mulher emocionalmente abalada que não quer ceder aos apelos do marido (vivido pelo ator Leandro Hassum) para que eles passem a ter uma relação aberta, saindo com outras pessoas, para ‘salvar o casamento’.

Na noite do último domingo, Bruno Astuto acompanhou um ensaio do espetáculo, que é dirigido por Otávio Müller, no Teatro dos Quatro. “É o primeiro ensaio com público. Dá um nervosinho, mas é gostoso”, diz Adriane, antes de a platéia - formada só por funcionários do Shopping da Gávea - entrar na sala de espetáculo.

E se depender deles, a peça está aprovadíssima. Mesmo sem o figurino pronto, a luz marcada e as músicas ensaiadas (ela até canta em cena), todos morreram de rir das peripécias do hilário casal. A mãe de Galisteu, Ema Kelemen, não escondia o orgulho.

Confira algumas pérolas da personagem de Galisteu:

“Encontrei o homem da minha vida. Ele é professor, o salário não é bom, mas sucesso não é tudo, né?”

“Para arrumar um marido tive que comprar um bom salto alto, aprender a rebolar e, principalmente, fazer a virilha cavada.”

“ Eu criei um filho honesto, limpinho e heterossexual. Hoje em dia isso não é fácil...”

“Pra que separar? Pra casar de novo? Eu não...”

“Você sai, volta quatro dias depois e diz que foi ao supermercado?”

“Homem quando não sabe o que dizer, começa a tossir, roncar ou bocejar.”

“Eu não conto meus casos para ele. Eu respeito demais o meu casamento para contar detalhes da minha vida particular para o meu marido.”

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Famosas levam filhos ao Teatro dos 4
no Rio de Janeiro

Por ADOLFO NOMELINI e TATIANA AMIM
Fonte : Site Famosidade e Fuxico

A tarde do último sábado (20) foi dedicada a passeios culturais tanto para Isabela Garcia quanto para Cláudia Rodrigues. As atrizes aproveitaram o fim de semana para levar os filhos ao teatro. Eles foram conferir a peça infantil "O Oco do Toco", no Teatro dos Quatro, no Rio de Janeiro. Isabela foi acompanhada dos gêmeos Bernardo e Francisco, de 3 anos de idade. Já Cláudia, que atualmente está no ar no "Casseta e Planeta", levou a filha Iza.

"O Oco do Toco" se passa na floresta, dentro de uma seringueira, na escola de alguns insetos, como o vaga-lume Vaguinho, a joaninha Maria do Socorro e borboleta Ritinha. Para salvar uma árvore de uma moto-serra eles se unem mais do que nunca. A peça fica em cartaz até dezembro.

Já no domingo (21) foi bastante animado e cultural, para Fátima Bernardes. A jornalista levou os trigêmeos Laura, Beatriz e Vinícius à reestréia do espetáculo O Oco do Toco, na Gávea, na zona sul do Rio.

 

 

 

 


 

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Atriz e apresentadora estréia a comédia "Monstra" nesta quinta-feira, no Teatro dos 4, com direção de Jorge Fernando

Fonte: Lorena Vazquez do Site EGO

A atriz e apresentadora Patricya Travassos estréia nesta quinta-feira, 4, no Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea, no Rio, a peça "Monstra", inspirada nas crônicas de seu livro homônimo lançado em 2006. A história é ambientada em uma conferência de auto-ajuda onde a palestrante, interpretada por Patricya, é a prova viva de que seus ensinamentos não se aplicam a ela. Na carona do tema, a atriz falou ao EGO sobre auto-conhecimento. 

Confira a entrevista:

  *Você tem problemas em envelhecer?

Eu levo um susto com a minha idade. Não me sinto com 56 anos. Acho assustador, impressionante ter 56 anos. Quando eu tinha 18 anos achava que essa era a idade de uma velha coroca. É horrível o corpo envelhecer, mas é preciso ter tempo de vida para aprender sobre você. Com o tempo você vai ficando menos físico e mais etéreo. Senão, acontece de você olhar para a mulher e não saber se ela tem 30, 40 ou 50. É uma onda esquisita. 

*Você lê livros de auto-ajuda?

Esse tipo "como ficar rico" eu não leio. Não gosto de técnica de auto-ajuda. Meu livro de cabeceira se chama 
"O Poder do Agora", ele é uma referência para mim e pode ser considerado um livro de auto-ajuda.

*Pergunto isso porque você passa a imagem de uma pessoa calma em relação à vida, é verdade?

Acho engraçado eu passar essa imagem. Eu não me sinto calma, mas sou muito ligada em auto-conhecimento.
Me pergunto "quem sou eu? para onde vou?" desde os sete anos. Já fiz todo tipo de terapias, essa é minha onda. Posso passar uma imagem bem-resolvida, mas não existe resolução, a vida é para ser vivida. Não tenho medo do futuro.

*Mas em um dia de estréia, como hoje, você não fica nervosa pensando no que virá?

Não vou ficar o dia todo pensando nisso, nervosa. Deixo para a hora. Mas aí, claro, ficarei nervosa.
Até Fernanda Montenegro fica nervosa em dia de estréia.

*Você se inspirou no que viveu e presenciou amigas passarem para escrever as crônicas que inspiraram o livro e agora a peça. Já teve problema com alguma amiga que reconheceu sua história no livro?

Algumas amigas sabem porque eu conto, mas eu floreio, claro, é tudo camuflado. Mas nem tudo vem de amigas.
Vi no Saia Justa, por exemplo, a história de uma mulher que resolve fazer fotos de nu artístico. Isso me inspirou e tem na peça uma história parecida.